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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Blog Criciumense é referência nacional em educação

O nosso amigo Michel Goulart teve o seu blog História Digital eleito pelo Instituto Claro um dos cinco melhores blogs educacionais do país!

A matéria no site da Claro diz:

Diferente dos blogs citados acima, o História Digital, como próprio nome já sugere, volta-se para uma disciplina específica. Mas, para os professores que já se livraram, ao menos um pouco, das amarras do currículo escolar tradicional, a visita vale a pena independentemente de qual seja "sua disciplina". Isso porque no blog o professor Michel Goulart, também arqueólogo, oferece dicas diversas como, por exemplo, sobre o Enem. Sem falar que os vídeos, alguns com historiadores consagrados, como Bóris Fausto, podem ser interessantes para a formação de qualquer pessoa. Para estudantes, o blog é uma fonte de games, podcasts, vídeos, mapas. Tudo isso é apresentado ao visitante com uma linguagem despojada, livre de formalidades. Entre os downloads possíveis mais interessantes estão os resumos e podcasts que contêm alguns dos principais pontos de discussão das aulas do professor. Podem também ser acessados na própria página, em slide ou áudio.

Palmas pra ele!

É Criciúma produzindo blogs de qualidade nacional.

Visite o História Digital

terça-feira, 28 de julho de 2009

Prêmio vendedoras psicopatas

Comecei esse post pra comentar que a Hering do Della Está maior, bonita, e com 50% de desconto. Mas mudei de idéia, porque sempre que eu visito a loja a mesma coisa me marca: que vendedoras chatas!

O produto é legal, as meninas são bem intencionadas, mas é impossível permanecer muito tempo dentro da loja. Ocorreu o seguinte, comigo:
entrei.

menina: oi, tudo bom?
eu: oi, tudo, tô so olhando, obrigada.
menina: você reparou que a loja foi reformada?
eu: reparei, ficou linda, parabéns.... vou dar uma olhadinha aqui, então.
menina: ta, eu vou olhando junto contigo e explicando as peças.

Ela foi. Ela pegava as peças, ela indicava o que eu deveria olhar, se eu pegava alguma coisa na mão ela trazia 3 opções de combinações pra eu usar junto. Até que alguém chamou a bonita e eu achei que poderia furungar um pouco livremente. Ledo engano. Ela gentilmente fez questão de se certificar que outra moça continuaria o seu trabalho. Eu dava um passo pra direita, a menina nova dava um passo pra direita. Passo pra esquerda, passo pra esquerda.

Ainda assim gostei de uma jaquetinha pra minha nova onda emo.
Fica a dica para as lojistas: tudo em excesso incomoda, inclusive atenção e "ajuda". Gostamos de olhar um pouco por conta própria, sem compromisso.


Jaqueta de malha Hering
R$ 49,90 na promoção







E para completar esse post sobre tato na hora de atender o cliente, vou contar um caso do mesmo Shopping, andar de cima.

Lojinha feita para aquelas meninas pequenininhas, do tipo em que eu já não entro mais faz tempo. Casaco bonito na vitrine, preço bom. Pois entrei. Perguntei se tinha G. Tinha. Provei, ficou justo no peito, tirei, fui agradecendo e saindo quando a loca me fala, do outro lado da loja: peraí que tem um casaco BEM GRANDÃO lá atrás que eu ACHO QUE VAI SERVIR em ti. Compradoras viram pra me analisar. Olhei bem pra cara dela. Quase contei que BEM GRANDÃO é aquele olho dela.

Vamos se respeitar né. Eu uso 42. Tem tanta gente mais larga do que eu.... inclusive essa sem noção!
Por isso que eu apoio 100% a lei de padronização da modelagem das confecções, que já era para estar em vigor desde 2008. Aí essas patetas não iam mais poder fingir que acima de 40 não existe mais gente com grana pra gastar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aventuras Provisórias e Proibidas

A Gerência Regional de Educação da Região Carbonífera, no Sul de Santa Catarina, concluiu nesta semana o recolhimento de 6.236 exemplares da obra Aventuras Provisórias, do autor catarinense Cristovão Tezza. Em todo o Estado, foram recolhidos mais de 130 mil exemplares. A determinação partiu da Secretaria de Estado da Educação há cerca de duas semanas. O motivo teria sido o uso de palavras inadequadas, segundo avaliação de professores que tiveram acesso ao título antes da distribuição aos alunos do ensino médio da rede estadual. O conteúdo descreve, por exemplo, trechos de relações sexuais (leia trecho abaixo).

Arcângelo Nuernberg, gerente regional de Educação na Região Carbonífera, avalia que o ideal seria que os professores fossem preparados para o debate com os alunos do ensino médio — na faixa dos 15 aos 18 anos, na média.

— O livro constava na lista de obras preparatórias para o vestibular ao lado de clássicos como Menino do Engenho, de José Lins do Rego, Melhores Poemas, de Luis Delfino, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Acredito que a obra de Tezza não será substituída por outra — disse Nuernberg.

Assistente diz que vocabulário é chulo

A assistente técnica pedagógica do Colégio Estadual Governador Heriberto Hülse, no Bairro Próspera, em Criciúma, Maria Gorete da Silveira, considera que o livro de Tezza tem uma boa história e um enredo interessante, que se passa na Ilha de Santa Catarina. Entretanto, classifica o vocabulário “chulo e em alguns parágrafos a relação sexual é abordada de maneira banal”.

— O vocabulário é exagerado e essas palavras queremos extingui-las da boca dos alunos, banir do ambiente escolar. O aluno não está preparado para receber esse conteúdo — avalia Maria Gorete.

A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Santa Catarina (Sinte), Janete Medeiros, não acredita que o conteúdo do livro enriqueça o vocabulário dos estudantes. E que apesar de ser uma obra de um autor conhecido, premiado e o livro indicado para o vestibular, usa palavreados “baixos”.

Diretor avalia que obra é credenciada

O diretor de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação, Antônio Pazeto, afirmou que, quando se trata de livros de literatura brasileira, reconhecidos e credenciados em instituições como a Academia Brasileira de Letras e Associação Catarinense de Literatura, eles já têm seu valor literário comprovado.

Na manhã desta quinta-feira, Pazeto disse que o livro não foi lido antes da distribuição. E frisou:

— Este livro do Tezza não foi lido antes, reconhecemos. Como o autor é moderno, novo, poderíamos ter lido, mas não lemos. Como em uma gerência um professor observou termos e abordagens que não eram pertinentes ao ambiente escolar, pedimos que quatro professores lessem e nos fizessem uma avaliação.

À tarde, ao ser novamente consultado pela reportagem, se contradisse:

— Eu não li o livro. Mas a comissão de avaliação do livro leu e considerou adequado do ponto de vista literário.

Escritor afirma não ter controle sobre uso da obra

Cristovão Tezza afirmou, na tarde desta quinta-feira, que não há nada a dizer a respeito do assunto. Para ele, cabe ao professor adotar ou não seus livros, de acordo com seu método e seus critérios de adequação à faixa etária dos alunos.

— Várias vezes romances meus foram adotados em escolas e vestibulares. Obviamente, não tenho e nunca tive controle sobre isso — argumentou via e-mail.

Cristovão Tezza afirmou, ainda, que como autor envolvido, sente-se eticamente impedido de dar palpite sobre o recolhimento dos livros. E finaliza:

— Trata-se de uma questão didático-pedagógica, que deve ser tratada com frieza e bom-senso. De qualquer modo, faço votos de que o problema encontre uma boa solução.

O livro

O romance Aventuras Provisórias foi lançado originalmente na década de 1980 e recebeu o Prêmio Petrobras de Literatura Brasileira em 1987, como o segundo lugar na categoria novela. A obra narra o reencontro inesperado entre dois amigos de infância.

Um deles, saído dos porões da tortura do regime militar, induz o outro a percorrer um difícil e tortuoso caminho em busca da auto-realização.

Um dos “trechos polêmicos”:

— A tua grande fraqueza — me disse Mara na cama, a primeira vez, quando eu broxei vergonhosamente mesmo depois de baixar a calcinha dela com os dentes e chupá-la como um pêssego maduro, na boca um gostinho de sal molhado — é que teu orgulho te castra. Disfarçadamente, você exige que todos te dêem atenção, te bajulem, te achem o máximo. Se alguém recusa o jogo, mesmo sem maldade, como eu (e olhe, eu gosto muito de você, você é sensível), você entra em pane e fecha a Couraça.

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2526517.xml

Fonte: Blog do Luis Nassif

Update: Leia a resposta de Cristovão Tezza sobre a polêmica de Aventuras Provisórias: Não me adotem.