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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fundação Cultural de Criciúma debate hoje sobre o jornal e o jornalismo

O assunto de hoje do Café Concerto da Fundação Cultural de Criciúma interessa a muitos de nossos leitores, que são jornalistas e estudantes de Comunicação Social. A partir das 20 horas, no Galpão de Artes da FCC será debatido o tema "Jornal – tecnologia e informação".

Será apresentada um pouco da história do jornalismo, do surgimento do informativo diário e da luta pela liberdade de imprensa que começou em 1649. Estarão em destaque as características dos jornais modernos e uma relação com profissionais da área que atuam na nossa cidade.

A entrada é gratuita.


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Série Jornalismo e Diploma

Diploma como forma de exploração

Artigo de J. Pimentel do Caros Ouvintes

A grande questão ainda não foi respondida: por que a exigência do diploma de jornalista para se exercer o jornalismo aqui no Brasil? Em alguns países mais desenvolvidos não há exigência do famigerado diploma, o que não significa que não existam faculdades de jornalismo muito menos que o jornalismo como profissão seja desvalorizado.

Na Alemanha, por exemplo, onde o diploma não é obrigatório os grandes jornais contratam apenas quem tem diploma, mas utilizam jornalistas não diplomados para determinados assuntos específicos. Nos Estados Unidos, país de referência na liberdade de expressão, onde o diploma também não é exigido, funcionam aproximadamente quatro centenas de faculdades de jornalismo, mais de 120 cursos de pós-graduação e dezenas de doutorados. Em pesquisa recente, constatou-se que 80% das Redações naquele país são compostas por diplomados.

Então, se lá fora pode e funciona, por que aqui não pode? A grande diferença entre nós e eles é que nesses países mais desenvolvidos e com sólida tradição democrática, o que conta é a experiência, a competência, o desempenho e não o diploma em si. Nas redações norte americanas e européias encontramos centenas de jornalistas mais velhos, maduros e experientes, coisa pouco comum no Brasil. Aqui, por conta dessa reserva absurda de mercado as empresas contratam jovens recém saídos das faculdades, desesperados por um emprego a preço de banana e enchem suas redações de estagiários, mão de obra jovem e muito barata.

Dizer que os salários mínimos profissionais nos padrões atuais são uma conquista da categoria e garantem boa remuneração é desprezar os anos de estudo de um profissional diplomado. Iniciar numa profissão tão sensível como é o jornalismo, com menos de dois mil e quinhentos reais por mês (cálculo do Dieese como o mínimo necessário para que uma pessoa atenda todas as suas necessidades fundamentais) é uma ofensa ao jornalista, mas isso ninguém questiona e é exatamente por causa dessas distorções que há muita gente contra a decisão do Supremo.

O ministro Gilmar Mendes, que foi o relator da matéria, afirmou que a decisão é coerente com a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, e que a regulamentação é excepcional, ou seja, somente para casos com uma justificativa especial. Mendes afirmou que em casos no qual a saúde, segurança e integridade física são ameaçadas, o Estado deve intervir para regulamentar a profissão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Humor ácido e kibe cru no Segundo Plus - Festival Universitário de Comunicação



Antônio Tabet, criador do blog Kibeloco foi o primeiro palestrante do 2º Festival Plus na noite de ontem, segunda-feira, dia 21. Ele falou sobre sua trajetória na imprensa e na publicidade e conta que a idéia de fazer humor surgiu quando trabalhava numa instituição financeira: o emprego era bastante convencional e Tabet resolveu criar imagens satirizando os colegas e notícias da época.

Fonte: Lucas Lemos - Canal Içara

Leia mais:

Update: Infelizmente, Antônio Tabet perdeu uma boa chance de ficar calado ao dar entrevista para a RBS TV e afirmar que está com pena dos acadêmicos de Jornalismo, que só poderão usar seus diplomas para embrulhar peixe.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalismo de luto


Agora é fato: para atuar como jornalista não é mais necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo. O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem pela não obrigatoriedade do diploma. O único a votar a favor do diploma foi o Ministro Marco Aurélio Mello.

A palavra de ordem é retrocesso: o presidente do Sindicato dos Jornalistas de SC, Rubens Lunge, e a coordenadora do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, Lize Burigo consideraram a decisão do Supremo um retrocesso. Mas Lize Burigo salienta que o conhecimento adquirido pelo jornalista formado não pode ser tirado e "é isso que fará a diferença entre o jornalista graduado e aquele que acha que sabe fazer". Já o presidente do Sindicato reforça que o diploma não será exigido, mas continua sendo obrigatório o Registro Profissional. "Perdemos a obrigatoriedade da formação universitária, agora precisamos nos fortalecer ainda mais para não perder outros direitos históricos. Para isso o sindicato precisa contar com a participação de todos", afirmou Rubens Lunge.


Protestos


O Jornal da Manhã expressou a indignação de seus profissionais com uma capa "de luto" e jornalistas de Criciúma estão se organizando para comparecerem todos vestidos de preto hoje na entrega do Prêmio Acic de Jornalismo.


Os blogs e twitter de jornalistas estão bombando com opiniões e declarações sobre o caso. Lene de Costa, jornalista que atua em veículos da web, afirmou em seu blog:


"Conheço pessoas fantásticas que tem o dom da cura, mas elas não podem ser consideradas médicos.Conheço pessoas que argumentam como ninguém e defendem realmente os direitos de quem precisa, mas elas não podem se intitular advogados.Mas para o STF, quem escreve ou fala bem atrás do microfone, em frente às câmeras, ora, pode muito bem ser jornalista. Ser formador de opinião. Ser tomado por verdadeiro."


Magali Colonetti, formada em Publicidade e Jornalismo, tem medo de que a decisão do STF influencie os administradores de veículos de comunicação a contratarem pessoas não graduadas para economizar. "Tenho medo de maus administradores que poderam enxergar ai uma forma de redução de custos com a folha de pagamento. Sem o diploma a hora/trabalho deverá ser mais barata.", afirma Magali. Mas ela acredita que boas empresas continuarão valorizando o jornalista formado e que vale a pena ter estudado para exercer a profissão: "Conhecimento teórico sempre é importante. Sem falar que estudando quatro anos você constrói uma base legal e não precisa iniciar totalmente do zero em uma profissão. Bom para o profissional e bom para a empresa que não precisa ensinar todos os mínimos detalhes de como exercer a profissão para o novato."


Enquanto alguns afirmam que a não obrigatoriedade do diploma não trará grandes mudanças nas empresas de comunicação, outros não estão nada otimistas. Taize Pizoni, jornalista que já trabalhou em diversos veículos, hoje atua como assessora de imprensa do Hospital São José e repórter do Jornal da Manhã, acredita que as empresas tem interesse em contratar pessoas não formadas para exercer a profissão de jornalista. "A ação que resultou neste trágico fim foi movida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. O que reafirma o interesse da direção dos veículos de comunicação em não ter jornalistas diplomados", justifica Taize.

Leia também:

Sou jornalista e não desisto nunca - artigo de Maíra Rabassa, ex-diretora executiva do Sindicato dos Jornalistas de SC.


Fontes:


Coluna Jovem e Atual


Rádio Criciúma


Filipe Casagrande