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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Impressões sobre a palestra de Luli Radfahrer, no Plus Unisul



Gostei bastante da palestra do Radfahrer porque imagino que tenha aberto a cabeça de muito dos meus colegas para a internet. Não cheguei a conversar com ninguém a respeito, mas tenho essa impressão pela clareza que o Luli falou. Principalmente pelo embasamento em estatísticas que reforçavam a magnitude do ambiente virtual. Quando esses papas da internet falam, eu sempre me vejo muito distante da realidade deles. O cara falou que daqui há um tempo o computador pessoal vai ser passado. Que "vamos baixar Lost pelo celular". Bah, eu ainda me comunico com SMS, não sei twittar pelo celular.. hahah... De fato a internet revolucionou o mundo, mas, como ele fez questão de enfatizar, é um meio que sofre constantes transformações. Muitas ferramentas são modinhas com prazo de validade. O Twitter é o vício do momento, mas daqui a dois anos é capaz de não fazer mais parte das nossas vidas. Aos publicitários certamente foi um grande aprendizado. Aos colegas que pretendem ser jornalistas também ficaram lições. A principal, pra mim, é que precisamos entender essas ferramentas da web para encontrar a melhor forma de utilizar, sempre buscando gerar conteúdo relevante.

João Pedro Alves, jornalista

A palestra do Luli Radfahrer foi realmente muito boa. Excêntrico, hiperativo e muito ligado, ele deu um show. Tirando algumas falhas técnicas no início, a palestra foi muito esclarecedora e tirou muitos publicitários da zona de conforto, pensando que as ações simples como anúncios e VTs vão resolver o problema do cliente. Isso foi realmente válido, pois fez com que todos refletissem sobre a comunicação atual e o quanto precisamos nos adaptar e evoluir para não ficar para traz nesse mundo digital.

Diego Piovesan e Geovana Martinello, autores do blog Massa Cultural

Na minha opinião, sem sombra de dúvidas foi a melhor palestra que o Plus trouxe. O conhecimento que o Luli nos passou foi fundamental para abrir os olhos perante ao "mercado da web". A visão dele, totalmente fundamentada através de números e exemplos claros, foram essenciais para a compreensão deste mundo virtual atual.

Mario César, acadêmico de Publicidade e Propaganda


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Humor ácido e kibe cru no Segundo Plus - Festival Universitário de Comunicação



Antônio Tabet, criador do blog Kibeloco foi o primeiro palestrante do 2º Festival Plus na noite de ontem, segunda-feira, dia 21. Ele falou sobre sua trajetória na imprensa e na publicidade e conta que a idéia de fazer humor surgiu quando trabalhava numa instituição financeira: o emprego era bastante convencional e Tabet resolveu criar imagens satirizando os colegas e notícias da época.

Fonte: Lucas Lemos - Canal Içara

Leia mais:

Update: Infelizmente, Antônio Tabet perdeu uma boa chance de ficar calado ao dar entrevista para a RBS TV e afirmar que está com pena dos acadêmicos de Jornalismo, que só poderão usar seus diplomas para embrulhar peixe.

Acompanhe o 2º Plus e a palestra com Antônio Tabet em tempo real.

Acompanhe o 2º Plus - Festival Universitário de Comunicação, da Unisul, através do Twitter @plusunisul

Hoje palestra com Antônio Tabet (@kibeloco).

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"Por que advogados precisam de diploma de direito?": não aguento mais ouvir essa frase!

Alguns leitores perguntaram qual o posicionamento do Tudo de Cri quanto a atual não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para se exercer a função de jornalista. A Ana já deu sua opinião no comentário de um post anterior e eu (Juliana Dacoregio, formada em Jornalismo), pessoalmente devo dizer que concordo com ela e concordo com aqueles que dizem que a decisão do STF é um retrocesso para a nossa categoria e para e imprensa de qualidade de modo geral. Já postei sobre o assunto em meu blog pessoal, defendendo a obrigatoriedado do diploma.

Mas também preciso dizer que há pontos de vista com argumentos fortes afirmando que essa mudança trará melhorias ao ensino superior e que não há razão para tanto alarme já que muitas profissões, como administração de empresas e publicidade por exemplo, não exigem diploma específico para a função, apesar de exigirem alguma formação superior.

Não fiquei feliz com a decisão do STF e não acho que ela me trará vantagem alguma, mas consigo usar minha racionalidade para compreender os argumentos daqueles que defendem a não obrigatoriedade do diploma. Porém, eu defendo e sempre defenderei o estudo, o conhecimento, a cultura e o preparo e acredito que essas coisas aprendem-se sim em uma faculdade!

Mas acredito que nós, jornalistas, não devemos levar essa discussão para o lado de dizer que outras profissões, como médicos ou advogados, também não deveriam exigir diploma de graduação. Claro que são coisas que falamos no calor do momento e da indignação, talvez até uma forma de fazer humor com a desgraça, mas já está constrangedor ler comentários tão rasos. Resumindo: o papo de "vamos pedir a não obrigatoriedade do diploma de direito para os advogados" ou "você se operaria com um médico que não fosse formado?" CANSOU! (Gente, na boa, sei que muitos falaram isso porque foram na onda ou porque estavam de sangue quente, mas chega, já deu, já tá ficando feio pra gente!) Insistir nisso é infantilidade, além de passar um super recibo de desconhecimento e despreparo. Reclamam da ignorância dos Ministros do Supremo, mas demonstram uma ignorância infinitamente maior.

É uma pena que nós jornalistas formados só tenhamos frases desprovidas de qualquer criatividade e conteúdo para expressarmos nosso descontentamento. É uma pena que jornalistas formados não tenham o discernimento necessário para entender que mesmo quem concorda com a decisão do Supremo NÃO É CONTRA O DIPLOMA. É uma pena ver jornalistas formados julgando e condenando aqueles que têm opiniões contrárias às suas.

Leia também:

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cinco argumentos contra a obrigatoriedade do diploma

  1. a melhor forma de melhorar a qualidade das faculdades de jornalismo é derrubar a obrigatoriedade do diploma. Vão sobreviver as escolas que realmente fizerem a diferença
  2. se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se fazia no Brasil antes de 1969?
  3. se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se faz nos EUA? Na Inglaterra? Na França? (pra ficar só em três)
  4. a falta de diploma não avilta os salários. A Folha paga salários tão altos quanto qualquer jornal, se não mais altos.
  5. é ridículo dizer que as empresas querem o fim do diploma obrigatório para pagar menos. Não só porque os fatos provam que isso é mentira (ver ponto 4), mas porque o que qualquer empresa quer é ter os melhores profissionais. Os mais competentes. Os mais inteligentes. Os mais bem formados.

Observação importante: não sou contra as escolas de jornalismo. Sou a favor, desde que elas sejam boas. Mas sou a favor também de que o aspirante a jornalista possa dedicar seu precioso tempo a outro tipo de formação, se julgar que é isso que vai deixá-lo mais preparado para fazer um bom trabalho.

Um jornalista precisa fundamentalmente:

  • a) entender do assunto que vai cobrir, para não ser usado pelas fontes;
  • b) saber levantar informações relevantes que os poderes querem esconder;
  • c) transformar as informações numa história articulada e compreensível.

Escolas de jornalismo não resolvem o ponto a.

Poderiam até ajudar muito no b e no c, mas minha experiência mostra que não fazem isso.

Os pontos b e c podem ser aprendidos em cursos de especialização ou até na prática.

Artigo de Ana Estela de Souza Pinto, do Blog Novo em Folha


Jornalismo de luto


Agora é fato: para atuar como jornalista não é mais necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo. O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem pela não obrigatoriedade do diploma. O único a votar a favor do diploma foi o Ministro Marco Aurélio Mello.

A palavra de ordem é retrocesso: o presidente do Sindicato dos Jornalistas de SC, Rubens Lunge, e a coordenadora do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, Lize Burigo consideraram a decisão do Supremo um retrocesso. Mas Lize Burigo salienta que o conhecimento adquirido pelo jornalista formado não pode ser tirado e "é isso que fará a diferença entre o jornalista graduado e aquele que acha que sabe fazer". Já o presidente do Sindicato reforça que o diploma não será exigido, mas continua sendo obrigatório o Registro Profissional. "Perdemos a obrigatoriedade da formação universitária, agora precisamos nos fortalecer ainda mais para não perder outros direitos históricos. Para isso o sindicato precisa contar com a participação de todos", afirmou Rubens Lunge.


Protestos


O Jornal da Manhã expressou a indignação de seus profissionais com uma capa "de luto" e jornalistas de Criciúma estão se organizando para comparecerem todos vestidos de preto hoje na entrega do Prêmio Acic de Jornalismo.


Os blogs e twitter de jornalistas estão bombando com opiniões e declarações sobre o caso. Lene de Costa, jornalista que atua em veículos da web, afirmou em seu blog:


"Conheço pessoas fantásticas que tem o dom da cura, mas elas não podem ser consideradas médicos.Conheço pessoas que argumentam como ninguém e defendem realmente os direitos de quem precisa, mas elas não podem se intitular advogados.Mas para o STF, quem escreve ou fala bem atrás do microfone, em frente às câmeras, ora, pode muito bem ser jornalista. Ser formador de opinião. Ser tomado por verdadeiro."


Magali Colonetti, formada em Publicidade e Jornalismo, tem medo de que a decisão do STF influencie os administradores de veículos de comunicação a contratarem pessoas não graduadas para economizar. "Tenho medo de maus administradores que poderam enxergar ai uma forma de redução de custos com a folha de pagamento. Sem o diploma a hora/trabalho deverá ser mais barata.", afirma Magali. Mas ela acredita que boas empresas continuarão valorizando o jornalista formado e que vale a pena ter estudado para exercer a profissão: "Conhecimento teórico sempre é importante. Sem falar que estudando quatro anos você constrói uma base legal e não precisa iniciar totalmente do zero em uma profissão. Bom para o profissional e bom para a empresa que não precisa ensinar todos os mínimos detalhes de como exercer a profissão para o novato."


Enquanto alguns afirmam que a não obrigatoriedade do diploma não trará grandes mudanças nas empresas de comunicação, outros não estão nada otimistas. Taize Pizoni, jornalista que já trabalhou em diversos veículos, hoje atua como assessora de imprensa do Hospital São José e repórter do Jornal da Manhã, acredita que as empresas tem interesse em contratar pessoas não formadas para exercer a profissão de jornalista. "A ação que resultou neste trágico fim foi movida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. O que reafirma o interesse da direção dos veículos de comunicação em não ter jornalistas diplomados", justifica Taize.

Leia também:

Sou jornalista e não desisto nunca - artigo de Maíra Rabassa, ex-diretora executiva do Sindicato dos Jornalistas de SC.


Fontes:


Coluna Jovem e Atual


Rádio Criciúma


Filipe Casagrande



segunda-feira, 8 de junho de 2009

Festival Universitário de Comunicação

De 22 a 25 de junho acontece o Festival Universitário de Comunicação da Unisul, em Tubarão, SC. Ainda não sei se as palestras serão abertas ao público em geral, mas acredito que ex-alunos podem participar, já que recebi o e-mail anunciando o evento. Dei uma pesquisada no blog do curso, mas não encontrei a informação (logo que souber, atualizo o post).

Pronto, já tenho a resposta: qualquer um pode assistir às palestras (alunos, ex-alunos, o baile todo). Vamos lá perguntar pro Tabet porque ele não linka ninguém!


Fica aí a lista de palestrantes:

Antônio Tabet, editor do blog Kibe Loco
Sérgio Vilas Bôas, diretor da Sociedade Brasileira de Jornalismo Literário
Luli Radfahrer, publicitário e professor da USP