segunda-feira, 22 de junho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"Por que advogados precisam de diploma de direito?": não aguento mais ouvir essa frase!

Alguns leitores perguntaram qual o posicionamento do Tudo de Cri quanto a atual não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para se exercer a função de jornalista. A Ana já deu sua opinião no comentário de um post anterior e eu (Juliana Dacoregio, formada em Jornalismo), pessoalmente devo dizer que concordo com ela e concordo com aqueles que dizem que a decisão do STF é um retrocesso para a nossa categoria e para e imprensa de qualidade de modo geral. Já postei sobre o assunto em meu blog pessoal, defendendo a obrigatoriedado do diploma.

Mas também preciso dizer que há pontos de vista com argumentos fortes afirmando que essa mudança trará melhorias ao ensino superior e que não há razão para tanto alarme já que muitas profissões, como administração de empresas e publicidade por exemplo, não exigem diploma específico para a função, apesar de exigirem alguma formação superior.

Não fiquei feliz com a decisão do STF e não acho que ela me trará vantagem alguma, mas consigo usar minha racionalidade para compreender os argumentos daqueles que defendem a não obrigatoriedade do diploma. Porém, eu defendo e sempre defenderei o estudo, o conhecimento, a cultura e o preparo e acredito que essas coisas aprendem-se sim em uma faculdade!

Mas acredito que nós, jornalistas, não devemos levar essa discussão para o lado de dizer que outras profissões, como médicos ou advogados, também não deveriam exigir diploma de graduação. Claro que são coisas que falamos no calor do momento e da indignação, talvez até uma forma de fazer humor com a desgraça, mas já está constrangedor ler comentários tão rasos. Resumindo: o papo de "vamos pedir a não obrigatoriedade do diploma de direito para os advogados" ou "você se operaria com um médico que não fosse formado?" CANSOU! (Gente, na boa, sei que muitos falaram isso porque foram na onda ou porque estavam de sangue quente, mas chega, já deu, já tá ficando feio pra gente!) Insistir nisso é infantilidade, além de passar um super recibo de desconhecimento e despreparo. Reclamam da ignorância dos Ministros do Supremo, mas demonstram uma ignorância infinitamente maior.

É uma pena que nós jornalistas formados só tenhamos frases desprovidas de qualquer criatividade e conteúdo para expressarmos nosso descontentamento. É uma pena que jornalistas formados não tenham o discernimento necessário para entender que mesmo quem concorda com a decisão do Supremo NÃO É CONTRA O DIPLOMA. É uma pena ver jornalistas formados julgando e condenando aqueles que têm opiniões contrárias às suas.

Leia também:

Mês do catarinense no Costão do Santinho

Você sabia que em junho nós, barriga verdes, só pagamos meia diária no hotel Costão do Santinho, em Florianópolis? Eu também não. Acabei de passar por um outdoor. Com o dia de verão que está hoje vale a pena, hem... Corre que ainda da tempo!

www.costao.com

(post feito via celular)

5a Festa da Gastronomia Italiana


Começa hoje em Nova Veneza a 5a Festa da Gastronomia Italiana. Os restaurantes estarão abertos hoje de noite e sábado e domingo o dia inteiro. A programação cultural dura o dia inteiro e oferece shows, apresentações folclóricas e brincareiras. Não perca o capeonato de mora às 10h da manhã de sabado!

(post feito via celular)

Posted by ShoZu

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cinco argumentos contra a obrigatoriedade do diploma

  1. a melhor forma de melhorar a qualidade das faculdades de jornalismo é derrubar a obrigatoriedade do diploma. Vão sobreviver as escolas que realmente fizerem a diferença
  2. se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se fazia no Brasil antes de 1969?
  3. se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se faz nos EUA? Na Inglaterra? Na França? (pra ficar só em três)
  4. a falta de diploma não avilta os salários. A Folha paga salários tão altos quanto qualquer jornal, se não mais altos.
  5. é ridículo dizer que as empresas querem o fim do diploma obrigatório para pagar menos. Não só porque os fatos provam que isso é mentira (ver ponto 4), mas porque o que qualquer empresa quer é ter os melhores profissionais. Os mais competentes. Os mais inteligentes. Os mais bem formados.

Observação importante: não sou contra as escolas de jornalismo. Sou a favor, desde que elas sejam boas. Mas sou a favor também de que o aspirante a jornalista possa dedicar seu precioso tempo a outro tipo de formação, se julgar que é isso que vai deixá-lo mais preparado para fazer um bom trabalho.

Um jornalista precisa fundamentalmente:

  • a) entender do assunto que vai cobrir, para não ser usado pelas fontes;
  • b) saber levantar informações relevantes que os poderes querem esconder;
  • c) transformar as informações numa história articulada e compreensível.

Escolas de jornalismo não resolvem o ponto a.

Poderiam até ajudar muito no b e no c, mas minha experiência mostra que não fazem isso.

Os pontos b e c podem ser aprendidos em cursos de especialização ou até na prática.

Artigo de Ana Estela de Souza Pinto, do Blog Novo em Folha


Curso de Filosofia em Criciúma


Gosta de filosofia e tem interesse em aprender mais?

Começa hoje o Curso de Introdução à Filosofia à Maneira Clássica, na sede da Nova Acrópole, em Criciúma. O curso é composto de 20 aulas, sendo que as primeiras são gratuitas.

O objetivo do curso é desenvolver o auto-conhecimento através de um programa de estudos teóricos e práticos envolvendo as matérias de Ética, Sociopolítica e Filosofia da História.

O curso inicia hoje, às 20 horas. O valor total do curso é de R$ 86,00, mas você pode frequentar as primeiras 4 aulas para experimentar e ver se gosta, sem pagar nada.

A Nova Acrópole Criciúma fica na Rua Marechal Deodoro, 195, sl. 201.
Fone: 3437-0207/ 9162-2010

Oficina de Fotografia Pinhole

A palavra PINHOLE se pronuncia PIN-HOLE e traduzida ao pé da letra quer dizer buraco de agulha.

Nessa modalidade de fotografia nós montamos a nossa própria câmera a partir de uma caixa ou lata bem vedada, que não deixe passar luz. O processo é muito simples, basta fazer um micro furinho, do tamanho da ponta de uma agulha (por isso o nome da técnica) em um lado da lata e no outro colocar um papel fotográfico fotosensível.

A gente leva a lata com o furinho tapado até onde queremos fazer a foto, acomodamos a lata e destapamos o furo. Depois é só tapar de novo e ir para o laboratório revelar. Como o furinho é muito pequeno, o tempo de exposição é bem mais longo do que o de uma foto normal, variando de alguns segundos até horas.

No fim as partes mais mais claras da imagem vão ter sensibilizado o papel, e as mais escuras não. Por isso a imagem se formará em negativo. Para fazer o positivo da imagem é só colocar o negativo em cima de outra folha de papel fotosensivel e disparar a luz, já no laboratório.

Pode parecer complicado, mas é muito divertido fazer imagens em pinhole. Eu fazia bastante quando era monitora no laboratório de fotografia da UFRGS, mas como não dá para fazer o processo sem um laboratório de revelação manual, eu nunca mais brinquei com a minha latinha.

Agora você também pode experimentar!

O SESC, em parceiria com o Curso de Artes Visuais da UNESC e a Casa da Cultura Padre Bernardo Junkes de Içara, está promovendo uma Oficina de Pinhole nos dias 22 e 23 de Junho. A oficina é gratuita e cada aluno deve apenas levar a sua propria lata metálica (tipo as antigas de Nescau com tampa metálica ou aquelas de panetone, desde que seja com tampa metálica). Quem vai dar o curso é o fotógrafo e artista plástico Álvaro de Azevedo Diaz.

Os horários serão: dia 22 de junho das 18h às 22h e dia 23 das 13h às 18h e das 19h às 22h. Para se inscrever ligue para o Setor de Cultura do Sesc Criciúma: 3437-7183 As vagas são limitadas!

Algumas experiências que eu fiz lá em Porto Alegre:

Auto-retrato com um poste (15 segundos de exposição)

Laboratório de Interação Mediada por Computador (2 horas de exposição)

A primeira imagem é o negativo e a segunda o positivo.

Jornalismo de luto


Agora é fato: para atuar como jornalista não é mais necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo. O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem pela não obrigatoriedade do diploma. O único a votar a favor do diploma foi o Ministro Marco Aurélio Mello.

A palavra de ordem é retrocesso: o presidente do Sindicato dos Jornalistas de SC, Rubens Lunge, e a coordenadora do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, Lize Burigo consideraram a decisão do Supremo um retrocesso. Mas Lize Burigo salienta que o conhecimento adquirido pelo jornalista formado não pode ser tirado e "é isso que fará a diferença entre o jornalista graduado e aquele que acha que sabe fazer". Já o presidente do Sindicato reforça que o diploma não será exigido, mas continua sendo obrigatório o Registro Profissional. "Perdemos a obrigatoriedade da formação universitária, agora precisamos nos fortalecer ainda mais para não perder outros direitos históricos. Para isso o sindicato precisa contar com a participação de todos", afirmou Rubens Lunge.


Protestos


O Jornal da Manhã expressou a indignação de seus profissionais com uma capa "de luto" e jornalistas de Criciúma estão se organizando para comparecerem todos vestidos de preto hoje na entrega do Prêmio Acic de Jornalismo.


Os blogs e twitter de jornalistas estão bombando com opiniões e declarações sobre o caso. Lene de Costa, jornalista que atua em veículos da web, afirmou em seu blog:


"Conheço pessoas fantásticas que tem o dom da cura, mas elas não podem ser consideradas médicos.Conheço pessoas que argumentam como ninguém e defendem realmente os direitos de quem precisa, mas elas não podem se intitular advogados.Mas para o STF, quem escreve ou fala bem atrás do microfone, em frente às câmeras, ora, pode muito bem ser jornalista. Ser formador de opinião. Ser tomado por verdadeiro."


Magali Colonetti, formada em Publicidade e Jornalismo, tem medo de que a decisão do STF influencie os administradores de veículos de comunicação a contratarem pessoas não graduadas para economizar. "Tenho medo de maus administradores que poderam enxergar ai uma forma de redução de custos com a folha de pagamento. Sem o diploma a hora/trabalho deverá ser mais barata.", afirma Magali. Mas ela acredita que boas empresas continuarão valorizando o jornalista formado e que vale a pena ter estudado para exercer a profissão: "Conhecimento teórico sempre é importante. Sem falar que estudando quatro anos você constrói uma base legal e não precisa iniciar totalmente do zero em uma profissão. Bom para o profissional e bom para a empresa que não precisa ensinar todos os mínimos detalhes de como exercer a profissão para o novato."


Enquanto alguns afirmam que a não obrigatoriedade do diploma não trará grandes mudanças nas empresas de comunicação, outros não estão nada otimistas. Taize Pizoni, jornalista que já trabalhou em diversos veículos, hoje atua como assessora de imprensa do Hospital São José e repórter do Jornal da Manhã, acredita que as empresas tem interesse em contratar pessoas não formadas para exercer a profissão de jornalista. "A ação que resultou neste trágico fim foi movida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. O que reafirma o interesse da direção dos veículos de comunicação em não ter jornalistas diplomados", justifica Taize.

Leia também:

Sou jornalista e não desisto nunca - artigo de Maíra Rabassa, ex-diretora executiva do Sindicato dos Jornalistas de SC.


Fontes:


Coluna Jovem e Atual


Rádio Criciúma


Filipe Casagrande



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Seja um voluntário no CVV

Segundo o site do Centro de Valorização da Vida, o objetivo primordial da instituição é prestar apoio emocional às pesoas que estão se sentindo propensas ou determinadas a praticarem suicídio. Além disso, o CVV também trabalha com prevenção, oferecendo um ombro amigo àqueles que acham que não existe ninguém disponível para aceitá-los e protegê-los.

Se você tem mais de 18 anos e um coração amigo para ouvir, confiar, respeitar, aceitar e compreender o próximo, pode se tornar voluntário no CVV.

As pessoas que ligam para o CVV não precisam se identificar e podem romper o contato a qualquer instante, dentro dos princípios de sigilo e anonimato que a central oferece. O contato pode ser feito através de telefone ou chat online, e os voluntários que fazem o atendimento recebem apoio e orientação do resto da equipe durante a conversa. Os voluntários, que também permanecem anônimos, trabalham em postos que provém auxilio 24h por dia para os angustiados.

Os interessados em ser voluntários podem fazer o treinamento que inicia sábado dia 04 de julho de 2009 às 08:30h no Auditório São José. Basta entrar em contato pelo fone 3439-0222 ou por e-mail: criciuma@cvv.org.br. É necessário ter disponibilidade de tempo de 4 horas e meia semanais para os plantões.

Para entrar em contato com a Central de Valorização da Vida ligue 141, 3439-0222 ou acesse o site para o atendimento por chat. O endereço em Criciúma é R. João Pessoa n. 151 no centro.

Notícia enviada por @everaldofabris

terça-feira, 16 de junho de 2009

Doe Livros


A Fundação Cultural de Criciúma inicia amanhã o projeto Leia e Repasse que tem como objetivo distribuir livros em pontos estatágicos da cidade, para que os cidadãos possam pegar os livros gratuitamente, lê-los e após a leitura devolvê-los em outro local. É uma espécie de "Maomé vai à montanha": já que as pessoas não possuem o hábito ou o tempo necessário para ir à biblioteca, a biblioteca vai até elas.
O projeto é uma parceria com a Biblioteca Municipal Donatila Borba, mas a Fundação Cultural aceita doações de livros para que o projeto possa ter continuidade.
Quem quiser doar pode encaminhar os livros para a Fundação Cultural, na Rua Cel. Pedro Benedet, 269 (aquela casa antiga na frente da Gendai) ou na Biblioteca Municipal (mesmo prédio do Teatro Elias Angeloni). Mas se você possui livros para doar e não pode se deslocar até esses lugares, basta ligar para 3445-8840, que o pessoal da Fundação vai buscar os livros onde você estiver.

E já que estamos falando da Fundação Cultural, já fica o convite para o Contação e Cantação de Histórias, que acontece hoje às 20 horas, no Galpão de Arte da FCC. A entrada é gratuita.